Para onde vamos?

Por que os discursos estão cada vez mais vazios e acéfalos? Sério. Eu fiz jornalismo — uma graduação em uma instituição renomeada e respeitada — e não achei o suficiente, parti para outra, Sociologia e Política em uma tradicional instituição e pioneira no ensino no país. Por que?

Porque achava que é necessário ter mais preparação, ‘mente aberta’ e mais conhecimento de causa para enxergar a nossa sociedade sem preconceitos, como um médico que detecta alguma mazela.

Mas, com o passar do tempo e talvez da minha idade, eu vejo que essa preocupação em conseguir o conhecimento profundo para conseguir as importantes modificações que esta sociedade precisa estão sendo deixadas de lado em prol de opiniões estúpidas, vagas e sem fundamento.

Ou melhor, vamos na manada e beleza! A melhor coisa acontece na base do espasmo. Estamos agindo sem refletir e ao mesmo tempo estamos cada vez mais chegando ao real estado de natureza de Thomas Hobbes e de John Locke.

Estamos regredindo a um estado anterior ao da sociedade civil, como aponta Hobbes – “o homem é lobo do homem”. Cada um é líder e juiz de sua própria razão, segundo Locke — “não é toda convenção que põe fim ao estado de natureza entre os homens, mas apenas aquela pela qual todos se obrigam juntos e mutuamente a formar uma comunidade única e constituir um único corpo político; quanto às outras promessas e convenções, os homens podem fazê-las entre eles sem sair do estado de natureza”.

Há um conflito de forças contratualistas, onde de um lado o Estado some e não faz nada e por outro há uma briga em que o Estado precisa existir para que a sociedade seja mais organizada.

Eu observando os tempos atuais vejo que estamos cada vez mais hobbesianos. Estamos partindo para a luta de asneiras sem perceber que o problema real está dentro do poder. E é lá que as coisas precisam ser mudadas.

Não é com asneiras infundadas e parco e confuso conhecimento sociológico que vão fazer as pessoas caminharem para o senso comum.

Talvez esteja viajando demais, peço desculpas aos meus mestres da ESP se cometi alguma asneira, mas é um devaneio de um imbecil que tenta ver se esta sociedade ainda tem jeito. Acho que quando eu ficar mais velho vou ficar chato pra cacete. Então, tens a liberdade de me jogar num asilo, talvez num hospício.

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