Análise: O Capital; Capítulo “A Mercadoria”

LIVRO: O CAPITAL – CRITICA DA ECONOMIA POLÍTICA, DE KARL MARX
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No capítulo “A Mercadoria” do livro O Capital, Karl Marx tenta desvendar como que surgiu o critério de valor da mercadoria. Marx disserta a respeito do porquê a mercadoria tem um valor.

Ele disserta que cada mercadoria tem um custo de referencia, isto é, a partir de uma mercadoria tem o valor equivalente ao que foi usado, o que ele chama de Quantidade de Valor. Como, por exemplo, o material que o autor citou foi o linho – 20 metros de linho valem um casaco.

No texto ele justifica que o homem usa o custo do material usado e o custo “mãe-natureza” para concluir que 20 metros de linho são equivalentes a um casaco.

Isso porque um casaco pode valer 20 metros de linho. O homem busca nessa comparação dada por Marx que o homem tenta dar um valor significante pelo custo do objeto, de como ele surgiu e qual seria a finalidade para o homem.

Pois não existe uma tabela fixa para determinar o valor de algo ou algum material. O homem tenta buscar qual seria a necessidade pessoal ou psicológica do bem que é a mercadoria.

A mercadoria é objeto que tem uma qualidade, isto é, uma qualificação até qual limite que este pode ter valia para o homem.

Para os economistas, o “Valor”, entenda-se por valor de troca e a riqueza (valor de uso), é a propriedade das coisas, valor de uso do homem. Por isso, implica a troca para o sentido de prioridade. O valor de uso se define por pelo atributo do homem, valor atributo das mercadorias.

“Um homem ou uma comunidade é rica, uma pérola ou um diamante é valioso…
Uma pérola ou um diamante tem valor como pérola ou diamante” (p. 92)

Marx mostra isso numa comparação. 20 metros de linho pode custar 10 quilos de café, 5 quilos de chá, 50 barras de ferro, pois não havia no momento um valor simbólico para definir o quanto custa cada mercadoria, como é o caso do dinheiro que serve como uma mercadoria de troca, seria um objeto intermediador para a troca de mercadorias.

A mercadoria acaba tendo definida o seu valor isto é, o seu valor social, para qual finalidade e usabilidade que a mercadoria vai atender o ser humano.

Pois até agora ninguém descobriu cientificamente, ou por métodos químicos a fórmula do valor de troca do ferro, linho, leite, açúcar ter o valor que é determinado hoje.

Eu vejo que Marx questiona a capacidade do ser humano em procurar qualificar valores e qualidades do tipo de bem que o homem vai precisar naquele momento para suprir as necessidades psicológicas ou físicas.

Por isso, quanto mais necessário, quanto mais o homem precisar do bem no momento, a mercadoria passa a ter um valor maior.

Pois para quem cobiçar a mercadoria o mais breve possível, terá que pagar aquilo que vai satisfazê-lo.

E nos dias atuais a mercadoria é desde um lápis, isto é a mercadoria, que custa X reais, que é a mercadoria (valor) de troca para adquirir o bem. Além disso, a mercadoria pode ser considerada a própria mão de obra, na qual você pode dar um valor para ceder o trabalho.

Os economistas até hoje acham que o valor de uso (riqueza) não depende de suas propriedades materiais e o valor é materialmente o atributo das coisas, como uma classificação.

Após a leitura e uma rápida análise, não tão aprofundada, do texto, tive a impressão que as críticas que o Karl Marx com a economia fazem o todo sentido.

Porque quem garante que a madeira vale menos que o ouro ou a mão de obra de um político vale mais que a de um médico.

Por isso acredito que vai demorar – e muito – que alguém consiga descobrir o valor de cada bem que se julga necessário para o homem.

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