Análise: Os parceiros do Rio Bonito
Outubro 22, 2008
CÂNDIDO, Antonio. Os parceiros do Rio Bonito. 2001 –
9ª edição, Editora 34, São Paulo. 372p
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O livro de Antônio Candido, Os parceiros do Rio Bonito, busca traçar o perfil do caipira paulista. Nos seis primeiros capítulos o autor descreve etapa por etapa da vida do habitante da zona rural da antiga cidade de Rio Bonito, atual Bofete, interior paulista.
No começo do livro o autor explica o método de análise dos meios de vida destes moradores em que busca conhecer os meios de vida num agrupamento de caipiras, como se ligam a vida social, as formas de organização e as de ajuste ao meio. Ele traz o ângulo de visão do antropólogo e outras mais próprias do sociólogo, isto é, busca a integração entre as duas ciências sociais.
Com isso ele tenta reconstituir as condições da vida caipira tradicional, por meio de documentos do século XVIII, questionar como era o “tempo dos antigos” e obter coincidências para assegurar a validade da reconstituição.
O método está focado na localização do aspecto da vida social considerando como um tema sociológico e problema social. E isso foi feito por meio de estudo localizado e específico, buscando relações entre os agrupamentos de parceiros até a formação de comunidades. No livro é traçado uma evolução social do caipira.
No capítulo 1, Rusticidade e economia fechada, Cândido busca traçar até que ponto pode se enquadrar nas situações sócio-culturais mínimas, que possa ser estudado, para compreender o significado das atuais condições de vida do caipira paulista por meio do histórico do objeto de estudo.
O caipira, os bandeirantes e os índios produziam as próprias roupas, de maneira rústica, em que era colhido o algodão e fiado em casa, no caso do caipira, plantavam para sobrevive, no caso do índio e os bandeirantes eram desbravadores, aventureiros, lutavam em busca da sobrevivência. Nessa época a ortografia era instável, não tinha uma grafia padronizada.
Saint-Hilaire descreve que na sociedade caipira não apenas permanecia de traços, mas retorno, perda de formas mais ricas de sociabilidade e cultura, por parte dos que se incorporavam, por meio de grupos mais civilizados.
No segundo capítulo, Alimentação e recursos alimentares, que com o aprendizado e o estabelecimento de sistemas de plantações, aconteceu que com o mínimo de alimento adquirido para garantir a sobrevivência e a manutenção da organização social do grupo. Isso porque em 1704 um procurador da Câmara de São Paulo, defendia que o feijão era o alimento mais vital que sustentava os povos
O paulista também se ajustou as técnicas de alimentação de índio, que permitiu ter mais conhecimento sobre como dominar as formas de plantação e colheita de forma que sustente o sistema ecológico, com isso resultando em domínio no plantio dos alimentos da terra.
Assim, o livro aponta que o feijão, o milho e a mandioca se tornaram essenciais para a alimentação do caipira. Já o sal foi um fator de sociabilidade intergrupal, levando os indivíduos e agrupamentos a se relacionarem com os centros de população. A mandioca trouxe a tecnologia vinculada a cultura aborígenes, convergindo para materiais como as peneiras, os pilões de mão e de pé, moinhos d´água, fornos de barro e as fôrmas de várias espécies.
Na cidade de Bofete as relações de vizinhança constituem na família e o povoado, por meio de uma estrutura intermediária, onde é definida a vida do caipira em que são configuradas as relações básicas. E a partir deste agrupamento com famílias e o povoado podem ser definidos o conceito de bairro, isto é, o local onde o caipira vive. Porque é daí que acontecem as práticas de auxílio mútuo e pelas atividades lúdico-religiosas.
O autor busca destacar o sentimento de localidade e cooperação que existe nos moradores em que a formação não depende da posição geográfica, mas também da relação entre as pessoas.
“… ’O que é bairro?’ – perguntei certa vez a um velho caipira, cuja resposta pronta exime numa frase o que se vem expondo aqui: – ‘Bairro é uma naçãozinha’ – Entenda-se: a porção de terra a que os moradores têm consciência de pertencer formando uma certa unidade diferente das outras.” (página 84)
O quarto capítulo, As formas de solidariedade, Antonio Cândido apresenta que os caipiras são unidos, como o caso de uma senhora que teve a casa construída com o auxílio de outros moradores. Sem interesse comercial ou econômico, apenas por espírito de união. Eles trabalham no espírito de mutirão, trabalho coletivo.
E isso não se limitava ao caso de construção de casa, estava também ligado a atividades trabalhistas como se um dos vizinhos estava muito atarefado, o outro indivíduo oferecia ajuda, sem interesse algum.
Além disso, a vida lúdico-religiosa estava concentrada muito além do âmbito da família em que a religiosidade é um elemento essencial para manter a sociabilidade entre família e povoado, e é claro, as festas religiosas para a solidariedade na participação nas rezas caseiras para o cumprimento de promessas.
Com o crescimento da população há o aumento da densidade demográfica, porém, mesmo que tenha alguns indivíduos que aparentemente tenha o isolamento da sociedade, apenas estão afastadas. Pois o indivíduo “isolado” mantém contato com quem passa pelo lugar que ele mora, porque ali torna-se o caminho de muitos viajantes ou andarilhos.
A economia fechada acaba com a ascendência do fazendeiro, ou o pequeno agricultor, que abastados podem contratar aqueles que não têm como crescer economicamente se submete àqueles que têm domínio econômico e o sistema de cooperação vicinal é abandonado.
O Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, é destacado na evolução e involução do caipira, em que o caipira deixa seus costumes e torna-se um capitalista rico, que domina os menos favorecidos. Pois a personagem se ajusta economicamente e socialmente, definhando a forma original do caipira simples e sociável.
No capitulo 6, o autor traça um perfil da região estudada, que não conseguiu se desenvolver por causa de regiões maiores e mais ricas. Isso se dá porque as regiões do entorno resolveram abandonar a forma arcaica de vivência e parte para o desenvolvimento da agricultura, criação de trabalho, evolução tecnológica, já a região estudada em questão pára no tempo. Fica preso no passado e com isso, vai perdendo habitantes e ficando mais pobre.
O autor percebe que com a forma caipira de ser, a cidade não cresceu e as outras cidades que abriram mão da forma caipira de viver crescem socialmente, organizacional e economicamente.
Análise: HERÁCLITO E O LÓGOS (λόγος)
Junho 18, 2008

Heráclito de Éfeso viveu no período de 540 a. C. a 470 a. C. e nasceu em Éfeso, na Jônia (atual Turquia). Ele foi considerado um dos filósofos mais importantes do período pré-socrático.
Ele foi um filósofo “Obscuro” que recusou-se a participar da política e tinha desprezo pelos poetas, filósofos e religião. Isso está caracterizado nos fragmentos que foram reagrupados de forma arbitrária, deslocando os originais que abordam a política o universo (cosmo) e a teologia (força do lógos).
Como um pré-socrático, Heráclito parte do princípio que tudo é movimento e nada pode permanecer estático. Ele acredita que o elemento fogo é a expressão da diversidade a multiplicidade.
Em seus fragmentos, o filósofo amplia o conceito de lógos – que em grego – λόγος – significava inicialmente a palavra escrita ou falada – o Verbo. Ele transforma em conceito filosófico como razão, tanto para a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.
Heráclito cita pela primeira vez o lógos como:
“Os homens são obtusos com relação ao ser do lógos, tanto antes quanto depois que ouviram falar dele; e não parecem conhecê-lo, ainda que tudo aconteça segundo o lógos”.
Ele diz que tudo tem um Arche, isto é, um princípio, sendo que sempre devem ouvir e desconfiar sobre o que está por trás das aparências. Porque para o filósofo, a natureza gosta de se esconder e é racional. Sendo assim, uma forma de Deus para Heráclito.
Para Heráclito, lógos é do homem porque é universal e de todos, entretanto tem que ouvir o lógos sempre, pois está a serviço da humanidade. O homem deve homologar, para admitir o lógos. Deve saber ouvir para saber falar e assim ouvir o lógos. Até por isso tem a famosa frase dita por ele:
“Conheça-te a ti mesmo”
Para mim, o filósofo buscava um motivo, uma essência para encaixar o funcionamento do pensamento humano e esse elemento foi conceituado pelo Heráclito por meio do lógos. Pois para ele, o lógos está envolvido com o princípio da ordem, sendo que tudo já está em movimento.
O homem precisa do lógos para viver e sem ele não consegue ser nada. O lógos é um elemento essencial para humanidade.
Pois o lógos é aquilo que vai dar o movimento, a continuação. Pois sabendo ouvir, você vai reagir. Ao ouvir você vai se conhecer, vai se proteger de si mesmo para evitar qualquer prejuízo em volta de si.
Acredito que a famosa frase – Conheça a ti mesmo – está baseada na prudência, em que o homem deve saber como lidar consigo mesmo antes de partir para qualquer atitude.
Sendo assim, para o filósofo, o lógos é o centro do universo é o alicerce para o funcionamento da humanidade, por isso que ele aprecia e admira o lógos como um Deus, e abrange o seu sentido de ser apenas a palavra para sim ser algo amplo em que se torna um elemento essencial para a vida humana.
Veja alguns fragmentos em que Heráclito exalta ou se inspira no lógos em seus pensamentos:
“Ouvindo não a mim, mas ao lógos, é sábio concordar ser tudo-um”.
“Desse lógos, sendo sempre, são os homem ignorantes tanto antes de ouvir como depois de o ouvirem; todas as coisas vêm a ser segundo esse lógos, e ainda assim parecem inexperientes, embora se experimentam nestas palavras e ações, tais quais eu exponho, distinguindo cada coisa segundo a natureza e enunciando como se comporta. Aos outros homens, encobre-se tanto o que fizeram acordados como esquecem o que fazem dormindo” .
“Não sabendo ouvir, não sabem falar”.
“Do lógos com que constantemente lidam, divergem, e as coisas que a cada dia encontram revelam-se-lhes estranhas”.
“Embora sendo o lógos comum, a massa vive como se tivesse um pensamento particular”.
“Da alma é um lógos que a si mesmo aumenta”.
“A ignorância é melhor ocultar”.
Convicções sobre vivência urbana!
Junho 9, 2008
Percebi uma coisa a cada vez que olho para o relógio. A gente corre, corre, corre, se esfola para que?
Muita gente corre para ir à escola, ou corre para não chegar atrasado no trabalho. Talvez corre para chegar numa entrevista de trabalho.
Enfim, todos corremos… Vejo que os pré-requisitos para morar na cidade grande, ou selva de pedra, devemos ser afobados, angustiados, apavorados, mal educados, pontuais e ainda por cima gentis!
Eu não sou nenhum mestre que viveu dezenas de anos, apenas tenho duas décadas de vida. Pelo menos é o que consta no meu RG. Ou porque eu esteja ficando velho antes da hora.
Esse é mais um mal que você adquire na selva de pedra: envelhecemos mais rápido.
Porém, levanto esta pergunta, o porquê devemos correr e onde vamos chegar com esta correria. A cada vez que consigo parar e observar pessoas, rostos, reações, movimentação, vejo que todo mundo está mais preocupado em correr do que viver a vida.
Será que aqui em São Paulo tem jeito de voltar a ter o ritimo de 1940, 1950 em que as pessoas eram menos afobadas e mais educadas?
Logo, nós, habitantes desta terra de concreto, chegamos a conclusão que todos estão enlouquecendo ou vou continuar correndo como se nada estivesse acontecendo.
Vou colocar a minha venda da ignorância e me anestesiar da falta de educação que nós, habitantes da cidade, conseguimos ter com o próximo – que está cada vez mais distante!
Que tipo de jornalista eu quero ser?
Junho 9, 2008
Um jornalista é um comunicador do povo, é aquele que mastiga todas as informações para a compreensão dos mais leigos. É capaz de chegar aos lugares mais distantes e longínquos para brigar pela tão preciosa informação.
Nestes tempos modernos o jornalista tem muita importância e deve tomar cuidados para repassar a informação. Que este profissional da comunicação possa cuidar da informação como um bem precioso, como o médico cuida da vida humana, porque com o jornalismo podemos destruir povos e acabar com a vida das pessoas.
E infelizmente com a imprudência de alguns, muitos pagam pelos erros destes que afirmam ser profissionais de jornalismo. O mundo está mais ágil, mais rápido, entendo, mas não precisamos enviar uma informação de qualquer jeito como se estivesse repassando um memorando à alguém.
Afinal, temos a obrigação de repassar e ensinar aos outros os motivos dos juros subirem, por que as guerras são violentas ou por que um gosta do verde e o outro gosta do azul.
Um jornalista quando decide seguir esta profissão, primeiramente, crucifixa a sua vida social em favor à verdade em favor de descobrir o impensável. Afinal o mundo é imenso e ninguém vai descobrir tudo. Os humanos por si contam muitas histórias observam muitos fatos e estamos lá para apurar, checar, questionar e enfim escrever e publicar à maioria para que todos fiquem bem informados.
E completo: o jornalista que decide seguir está profissão deve ficar preparado para tudo. Pois a cada dia abrimos uma caixinha de surpresa e desvendamos um mundo de alegrias, tristezas, desgraças e vitórias nesse universo que chamamos de vida. Todos que seguem a profissão sabem o que vão sofrer para conseguir enviar a informação para o interceptor.
Decidi me tornar um jornalista desde 1992, quando era um moleque com 8 anos de idade. Eu assistia com o meu pai o programa jornalístico do SBT, o “Aqui Agora” e lia o polêmico “Notícias Populares”, além de outros programas jornalísticos. Isto ditou que a sina da minha vida será o jornalismo. Posso ganhar pouco, mas serei feliz, porque estarei fazendo aquilo que eu escolhi por minha vontade e não por opção da família.
Não é uma profissão fácil como muitos pensam, como eu mesmo pensei, há uma série de compromissos que se quebramos podemos correr o risco de não exercer mais a profissão por cometer enganos irrecuperáveis.
Eu quero ser o jornalista comprometido com a verdade (tenho pavor a mentira), mesmo que eu pague um preço alto por isso. Pois, acredito que para seguir esta profissão é necessário ter uma coisa que nenhuma faculdade vai nos oferecer. Esta coisa é o caráter, que sai dos nossos berços, de nossa família. A partir disso, podemos pensar em se tornar jornalista.
Análise: A Declaração de Independência dos EUA
Junho 9, 2008
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LIVRO – SÉRIE MANIFESTO: A DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS
AUTOR: STEPHANIE SCHWARTZ DRIVER TRADUÇÃO – MARILUCE PESSOA
EDITORA: JORGE ZAHAR EDITOR
RIO DE JANEIRO
1ªEDIÇÃO
2006
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Neste livro a autora tentou dar todos os detalhes da história da independência que influenciou e ainda influência muitos paises no âmbito da sociedade democrática moderna e constitucional, mesmo após duzentos e trinta e dois anos.
Pois, a história da independência norte-americana tráz vários fatores que culminaram à liberdade política e assim longe do domínio britânico.
Stephanie expõe claramente na introdução, que a carta da declaração de independência, mesmo não tendo um peso jurídico, mostra que tem um peso constitucional muito importante nos Estados Unidos.
“ A Declaração de Independência é a pedra fundamental dos Estados
Unidos. Em suas poucas sentenças iniciais, estabelece as metas de uma
sociedade democrática moderna – metas às quais os Estados Unidos,
como muitos outros países, ainda aspiram” (p.07)
Durante a abordagem, a autora contextualiza a situação que passavam as 13colônias norte-americanas e o Império Britânico, que havia passado pela Guerra dos Sete Anos onde após este episódio, o reino inglês ampliou seus territórios, tomando o Canadá dos franceses e dominando a Índia Oriental. E a partir desta guerra, os norte-americanos foram inspirados e ganharam confiança para traçar este destino.
Os norte-americanos foram prejudicados com a guerra, pois a Grã-Bretanha estava endividada e o contribuinte britânico estava sobrecarregado com uma taxa de impostos de 20% e para o Parlamento inglês, as colônias deveriam começar a contribuir.
Mas, o Parlamento tinha um entrave, Jorge III assumiu o trono com 22 anos. O jovem rei era imaturo e instável e isso atrapalhou um pouco os planos de cobrar impostos dos norte-americanos.Após várias tentativas de cobrar impostos das colônias, que se negavam apagar alegando a falta de representação no Parlamento, o rei deu um ultimato aos colonos.
“ A sorte está lançada”
“ Ou as colônias se submetem ou triunfam” . (p. 16)
E isso a autora explica no livro, como que os americanos recebiam a cada tentativa de imposto dos britânicos. E após estes episódios o congresso começa a trabalhar de forma “unificada” mesmo sem as intenções de alcançarem a independência e sim estabelecer as relações pacíficas com a Grã-Bretanha.
No livro, aborda os primeiros sinais da Revolução Americana, como o primeiro tiro em Massachusetts e os primeiros conflitos com os britânicos, até a idéia dos membros do Congresso pensarem de fato na independência. Como a autora detalha no “Senso Comum” – o panfleto político que desperta e mostra claramente a intenção de se livrar dos britânicos.
“ …Senso Comum, que tornou explicita a causa da independência, até então não mencionada. A obra teve 26 impressões apenas no primeiro
ano, tendo vendido mais de 150 mil exemplares nas primerias semanas e foi lido por praticamente todos os homens das colônias.” (p.21)
A autora quis mostrar que a declaração teve influência por meio do iluminismo, Bill of Rights , editada pós Revolução Gloriosa, era popular nas colônias norteamericanas. E esta carta influenciou a primeira declaração: A Declaração de Direitos da Virgínia . Esta declaração foi a base para a preparação da Declaração da Independência em que foi destacado a história dos signatários e o processo de assinatura para independência. Pois se falhasse o processo, todos poderiam morrer.
“ Foi uma atitude corajosa assinar a Declaração de Independência. Assinar era, essencialmente, um ato de traição e os signatários estariam arriscando suas vidas se a causa da independência falhasse.” (p.48).
O livro apresenta a carta traduzida e todos dos signatários da independência e o legado que este processo deixou e que tanto inspira governos e democracias no mundo. O trabalho deixa uma reflexão sobre como discutir as liberdades essenciais do homem e os seus direitos.
O livro é rico em detalhes em que apresenta como foi o processo de independência. A autora nos leva a uma imersão com detalhes sobre o que a Grã-Bretanha fazia durante a sua situação política pós-guerra, passando por um monarca jovem e inexperiente dando assim fôlego necessário aos que queriam se afastar do domínio inglês.
Outra coisa que influenciou muito foi o consecutivo e irresponsável aumento de impostos que não foi aceito pelos colonos e provocou um sentimento de indignação entre eles e mesmo com a vontade inicial de conversar para tentar restabelecer as relações com o Império Britânico, que por sua vez sufocou os direitos.
O resultado disso foi a luta norte-americana pela sua liberdade, mesmo rompendo os “laços políticos” com os coirmãos britânicos. Mas, isso deixou um legado para humanidade em que isso foi definido como a base da organização da sociedade moderna com os direitos e deveres redigidos na constituição.
Um exemplo recente desta influência, é o caso do Japão que após a Segunda Grande Guerra Mundial teve o texto da Constituição Meiji alterada e foram incluídos trechos do texto da Declaração de Independência norte-americana. Com isso, os poderes do imperador foram limitados a um representante político.
Eu vejo que a sociedade mundial mudou e se organizou a partir deste evento. O humano em si teve a possibilidade de mudar a história, organizando o conceito de unidade, um novo conceito de nação em que todos os habitantes têm seus direitos garantidos por lei.
O livro de Guimarães Rosa – Miguilim – contrasta um ambiente pobre num mundo rico – Minas Gerais ou como está no título da novela Campos Gerais. A cidade predominantemente rural e pequena, Mutum é o cenário de toda a história do Miguilim, que é uma pessoa que está lutando para chegar aos seus objetivos.
O autor traça uma história em que uma família simples vive seu dia-a-dia como muitas famílias rurais que ainda existem no Brasil. Guimarães Rosa faz uma imersão neste mundo trazendo a linguagem simples, típica da região com seus costumes e tradições, das pessoas do campo.
Para mim a cidade Mutum é uma crítica social, pois é uma região como várias pelo Brasil, é uma região abandonada pelo poder público onde quem sobrou, isto é, quem vive lá tem que se virar para ter uma vida melhor.
Um exemplo de que Guimarães Rosa cita a cultura da roça é quando o pai do Miguilim sai da fazenda para caminhar pelo mato com seus cachorros para caçar o coelho. Os cachorros são os auxílios da defesa do pai do Miguilim.
A obra tenta captar o cotidiano de um personagem que batalha, pensando que está vivendo em um mundo alternativo, diferente, sonha alto, mas que com ajuda dos outros, primeiramente com o Tio Terêz e depois com o irmão Dito, o Miguilim constrói a sua formação de visão do mundo, onde ele se esfoça e tem um reconhecimento de todos.
Apesar de suas fraquezas, seu aspecto raquítico ele tentou batalhar para conquistar o respeito do pai, que é um sujeito sofrido da vida e acha que todos os filhos tinham que passar o mesmo para se tornar homem de fato.
Miguilim pertence a uma família pobre, simples da roça brasileira em que a família funciona com um sistema patriarcal, isto é o pai é o chefe da família, Nhô Bernardo.
Ele é um pai autoritário que não dá muita atenção para o filho mais novo, o próprio Miguilim, a mãe Nhanina, que é uma submissa ao marido e que passa dias de tristeza numa região vazia e abandonada, acreditando numa vida melhor. A única pessoa com quem respeitava era a Vovó Izidra – a moralista da família.
Tem o Tio Terêz, que no começo era visto por Miguilim como um amigo, que no decorrer da história ele não é visto mais da mesma forma após a morte do pai, porque com o passar da novela, Miguilim desconfia que o Tio Terêz está traindo o pai com a mãe. Tem o braço direito do Miguilim, Dito, que sempre vai dar apoio em todos os momentos, até a morte. Durante a doença de Miguilim, o irmão ajudou na recuperação do protagonista da história com a energia da alegria. Dito é destacado como uma parte importante da novela. Pelo pai, ele é visto como sucessor da liderança da família pela ajuda na roça e por ter amadurecido rapidamente.
Dito ensina o pequeno Miguilim a viver a vida, aplica valores para o amadurecimento do jovem garoto. Apesar da história estar centrada ao redor do Miguilim, Quando Dito estava doente, a família tenta salvar a vida dele por meio de rituais e outros meios demonstrando que o Dito era uma esperança para o desenvolvimento da pequena comunidade.
Na história há vários casos de desrespeito à autoridade e também a repressão da autoridade como o caso que o Pai está batendo na mãe Nhanina por causa do Tio Terêz, em que o suspeita da traição, e o inocente Miguilim tenta defender a mãe entrando no meio da briga em que acaba apanhando.
O ápice da história, quando o Dito morre, Miguilim se sente desprotegido, pois o irmão era um conselheiro para enfrentar os desafios que a vida oferece. O Dito atua como a razão e utiliza o logos que é um conceito filosófico traduzido como razão, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza. Isto é, Miguilim só tomava alguma atitude quando o Dito estava certo e até tentava imitar o irmão, quando ficou doente. O Miguilim era a ação e o Dito a razão, o pensamento.
Além disso, o autor tenta traçar os grupos sociais que vivem em Mutum, como os “vaqueiros”, que ensinam o Dito e Miguilim os conhecimentos sobre a criação de gado, como tirar leite, sarar uma “pisadura” ou então o grupo das “mulheres da cozinha” que citam o dia-a-dia da vida da Rosa, que está limpando as tripas do porco para cozinhar e é incubida as tarefas que tem maior iniciativa e capacidade de cálculo , a Nhanina, que está fazendo sobremesas, Mãitina, uma “negra fugida”, que pode ser até uma referência de escrava, ou sofrida pela vida, que faz os trabalhos mais pesados e que está desapontada por não ter reconhecimento e ainda é maltratada pela Vovó Izidra que a trata como uma “traste de negra pagã”. Tem também a Maria Pretinha que é a auxiliar da Rosa.
Outro ponto forte, que é quando o pai de Miguilim se mata, acontece uma “renovação do poder”, pois quando Nhô Bernardo é substituído pelo Tio Terêz., que tem interesse em se casar com o Nhanina.
Miguilim que era muito dependente para a mãe acaba conquistando sua ‘liberdade” quando um sujeito vem da cidade e dá os óculos para ele pois a grade dificuldade que carregou na história de dele era um problema de visão que criava outras visões outros mundos na personagem.
Os personagens como o Miguilim e Dito tem uma ligação muito forte e destaca a forte relação que os dois tinham de confiança num ambiente em que o pai é uma pessoa ignorante de conhecimento acadêmico, mas sábio com o conhecimento da vida, apesar da violência e da dureza, o pai mostrou seu lado frágil em dois momentos: quando o Miguilim quase morreu e quando o Dito morre.
Pois o pai fica desesperado com a enfermidade do irmão mais velho, a esperança da família para uma vida melhor e o Miguilim em que o pai fica arrependido porque se acha culpado pela doença de Miguilim, que se esforçou demais ao tentar fazer o mesmo trabalho que o irmão fazia. Para mim, a novela identifica muito a comunidades que estão espalhadas por este País, que tem seus laços sociais, familiares, com seus conflitos e rituais.
No final da história, com a “liberdade” conquistada, isto é, os óculos, Miguilim é convidado pelo sujeito que deu a possibilidade de corrigir a visão para viver na cidade, estudar, aprender um ofício e não depender mais da mãe como dependia.
Apesar de todo o sofrimento, a personagem Miguilim sofreu, batalhou, enfrentou desafios e teve uma vitória na vida, conseguindo enxergar e ter a possibilidade de estudar e ser independente para quem sabe um dia voltar a Mutum e ajudar sua família.
O acesso nosso de cada dia
Junho 9, 2008
Por Cido Coelho e Camila Galvez
“A primeira coisa que você tem de saber sobre nós é nunca nos chamar de portadores de necessidades especiais. Necessidades especiais todo o ser humano tem. E nós não somos portadores de nada, não é opcional ter um problema físico ou mental. Somos pessoas com deficiência, sem preconceitos ou juízo de valor”.
Conversar com Luis Kassab, assessor de infra-estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania da Prefeitura de São Bernardo, é como ter uma aula sobre deficiência física. O que ele tem a oferecer é lição de vida para muitos que reclamam, mas nunca tiveram que enfrentar um problema semelhante. Kassab é portador de uma doença congênita desde que nasceu e se locomove com uma cadeira de rodas. É um exemplo de como a pessoa com deficiência pode ser incluída na sociedade moderna, dentro de suas limitações.
Ele concluiu o curso superior em Direito e tem um escritório de advocacia próprio, além de atuar na Prefeitura. Mas a vida de Kassab não é só trabalho. Ele também é vice-campeão brasileiro de natação paraolimpíca, posição conquistada no campeonato nacional de 2003. O cadeirante nadou por seis anos, com treinos diários de duas a quatro horas. Participou inclusive de competições em rios e em mar aberto, modalidade conhecida como nado livre. As provas em que ele competia possuíam percursos de 3000 metros. “Quando comecei a fazer nado livre, não havia uma categoria específica para pessoas com deficiência, e eu nadava com os atletas normais. Claro que não dava para competir, mas eu cheguei a receber reconhecimentos pela minha força de vontade. Acredito que, de tanto eu insistir, os organizadores das competições acabaram criando uma categoria de 1000 metros só para deficientes”, relembra o cadeirante, que hoje já não pratica mais natação, mas ainda lembra com carinho o que chama de “bons tempos”. Apesar da rotina puxada de ter dois empregos, Kassab não larga o esporte, pelo contrário. “Agora faço tiro adaptado para deficientes. As atividades físicas mantêm meu corpo vivo e forte”, afirma.
Kassab acredita que o apoio da família foi fundamental em seu desenvolvimento. “Meus pais tinham condições financeiras de me manter e isso foi muito importante, principalmente para a minha formação profissional”, disse. Mas quatro em cada dez moradores do ABC que tem algum tipo de deficiência física ou mental é carente e depende da assistência do governo para sobreviver.
Ressocialização a galope
Este foi o caso de Ronaldo Denardo, repórter e produtor da TV Sentidos. A adaptação à deficiência foi bastante complicada, já que ele tinha 22 anos quando sofreu um acidente de carro ao voltar de uma casa noturna e ficou tetraplégico. Era o auge da juventude, fase que mudou bruscamente com a nova realidade do corpo. “Demorei quase dois anos para voltar a colocar os pés na rua. Tudo foi muito difícil, desde ir ao banheiro sozinho até ter que sair com alguém dirigindo o carro para mim”, relembra.
A fisioterapia e outros tratamentos alternativos fizeram parte da vida dele durante o período de recuperação mais crítico. Denardo conseguiu ser atendido gratuitamente por uma clínica particular em Santo André, pois não tinha condições de pagar as despesas com remédios e procedimentos médicos. Mas o que mais pesava era o fato de não conseguir se adaptar a vida social com a deficiência.
O que Denardo não imaginava era que fosse encontrar nos animais um novo jeito de se relacionar com os seres humanos. “Recorri a ecoterapia, que é um tratamento alternativo feito com cavalos, com o primeiro objetivo de tentar melhorar a coordenação motora. Mal sabia eu que os benefícios viriam em maior quantidade no campo social”, afirma. O contato com os cavalos trouxe a vontade de ver a cara do mundo de novo e ser mais independente. “Comecei a acreditar que seria aceito pela sociedade depois que eu mesmo me aceitasse”, disse. E foi assim que Denardo voltou a participar ativamente da vida, e não apenas vê-la passar.
Logo depois de finalizar a ecoterapia conseguiu o emprego na TV Sentidos. É uma produtora de conteúdo da Avape – Associação para Valorização e Promoção de Deficientes – que faz uma programação voltada para a inclusão do deficiente físico e mental na sociedade. Exibido pelo canal ABC 3 da Vivax, os assuntos em pauta são relacionados à saúde, bem-estar, transportes, viagens, e tudo o que faz parte da vida de quem tem uma deficiência ou convive com alguém que tenha.
Um dia de cada vez
Luis Miranda deveria nascer como uma criança normal, mas por causa de um acidente de trabalho a mãe precisou interromper a gravidez aos seis meses de idade. Uma queda fez com que o recém nascido corresse o risco de ter paralisia cerebral, doença que o manteria em estado vegetativo para o resto da vida.
Mas Miranda surpreendeu os médicos e a paralisia foi apenas para a perna esquerda. Quando criança passou por uma cirurgia no tendão, porque só podia caminhar com a ponta do pé. Dos cinco aos dez anos, realizou muitas sessões de fisioterapia para recuperar parte dos movimentos. Agora, aos 20 anos, apesar da dificuldade para caminhar consegue colocar o pé no chão.
Miranda tem consciência das dificuldades que passou e sempre tentou superar tudo, lutando pela vida. Como Kassab e Denardo, o apoio dos pais foi fundamental para a reabilitação. “Nunca encarei as dificuldades como obstáculos. Sempre levei a vida normalmente”, conta.
A vontade de batalhar e vencer fez com que Miranda conseguisse trabalho na primeira vez que saiu em busca de uma oportunidade. A partir de uma central de apoio para o deficiente físico chegou à chance que ele esperava. Quando conseguiu o emprego atual, o segundo de sua vida, tomou uma decisão: devolver as carteirinhas de benefícios do governo de Santo André que possuía. “Não achava justo ter as carteiras já que podia pagar pelos serviços, pois estava trabalhando. Tem gente que precisa muito mais do que eu”, explicou. O próximo passo na carreira é cursar a faculdade de Administração. “Quero trabalhar até onde o meu corpo agüentar, não quero ficar dependendo de outras pessoas para nada”, completa.
Eu sou assim
Para muitos deficientes, é difícil aceitar a vida com limitações. Mas Pablo Morales não teve problemas nesse sentido. Aos quatro anos de idade ele teve um derrame que paralisou totalmente o lado direito do corpo. Depois desse dia, Morales se submeteu a quase 10 anos de sessões intensas de fisioterapia e fonaudiologia, além de fazer natação para recuperar parte dos movimentos e a fala. Apesar disso, sempre tentou ver o lado positivo da vida. “Eu já cresci assim. Acho que, como eu era criança quando tudo aconteceu, aceitei mais fácil”, diz.
Além da natação, a capoeira foi um grande aliado para o jovem. Ele pratica o esporte desde os seis anos no grupo “Capoeira Anastácia”. Como treina faz tempo, ele já é um quase mestre.
O mais difícil é encarar o uso do transporte coletivo. Morador de São Bernardo, Morales trabalha como técnico administrativo e tem uma dura rotina de mais três horas de viagem para chegar ao seu trabalho em São Paulo. Acorda as 4 e 30 da manhã para tomar o Parque Imigrantes sentido ao Terminal São Bernardo e de lá vai para o Terminal Santo André para ir de trem rumo a São Paulo.
Pablo tem planos de terminar a faculdade de Administração que ele trancou no segundo ano. Além disso, pensa em fazer o curso de Educação Física para aliar a capoeira, com isso criando um projeto social para quem tem alguma deficiência física.
Box: A lei faz sua parte
A prefeitura de São Bernardo do Campo é a mais avançada no cumprimento das leis relacionadas ao deficiente físico no ABC. A cidade é a única que conta com um Centro de Referência para a Pessoa com Deficiência. O órgão funciona dentro da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, mas atua em conjunto com outras secretarias da prefeitura, tais como: habitação, transportes, obras, saúde. O Centro de Referência é um local onde a família e os próprios deficientes podem conhecer todos os serviços e projetos oferecidos pela prefeitura para facilitar a vida daqueles que nasceram com alguma limitação física. As únicas exigências para cadastro nos projetos e atendimento no Centro é que o deficiente seja morador de São Bernardo.
Além do Centro de Referência, a cidade conta com o Conselho Municipal para assuntos da pessoa com deficiência. É um órgão criado para unir a sociedade civil e governamental na discussão em busca de melhorias para a vida do deficiente físico e mental. Qualquer pessoa pode participar das reuniões mensais e dar sugestões, fazer denúncias e reclamações para a Prefeitura.
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ESTA REPORTAGEM FOI ELABORADA POR CIDO COELHO E CAMILA GALVEZ.
Até quando?
Junho 9, 2008
ÊÊÊÊÊÊÊÊ Ôôôô
Viva Brasilia!
Político safado!
Político feliz!
O povo se mata pagando impostos…
E os mensalões rolam soltos…
Então a hipocrisia ronda o congresso…
O miserável fica mais miserável…
Enquanto os empresários demitem os trabalhadores.
E o nosso líder? Continua não saber de nada!
A violência está correndo a sociedade brasileira que virou refém dos bandidos que estão nas cadeias.
Então concluí que os protegidos são eles, a solução é a gente se trancar em nossas casas com grades e correntes, como é o meu caso e para aqueles que têm condições pagam segurança particular e blindam seus carros.
Mas mesmo assim o cidadão não está seguro. O que me impressiona é o governador de São Paulo é complacente com as açoes do crime organizado e ainda arranja brigas, por motivos políticos, com o Governo Federal.
A situação é precária para os policiais que andam com um revolver 38 ou uma pistola semi-automática para tentar defender a sociedade(minoria da minoria) enquanto os ladrões têm até um sistema de organização e inteligência bem organizado, com direito a contador e uma espécie de sistema bancário.
De quem é a culpa de toda essa bagunça? Da Constituíção Federal, que da mais apoio aos ladrões e da brecha para que a corrupção avance como se fosse uma coisa normal.
A culpa é nossa por ter a irresponsabilidade de escolher seres que deveriam ser representantes do povo brasileiro em que só pensam em extrair o máximo de nossa fortuna produzida para garantir uma vidinha confortável?
Estamos chegando ao cúmulo do absurdo! Neste ano devemos raciocinar ao escolher os nossos verdadeiros representantes do povo que realmente façam o que prometeram. E desta vez temos a responsabilidade de renovar a Câmara e Senado para que cenas lamentaveis e manchetes de corrupção e roubo não se repitam em telejornais, revistas e jornais.
Deixo registrado que não estou em nome de nenhum partido ou cor de bandeira política, estou simplesmente pasmo com a situação do meu país que definitivamente precisa ser mudado e o povo não pode mais sofrer estes absurdos inescrupulosos que há em Brasília e em algumas prefeituras e governos estaduais.
Rio 2007: O Pan mais caro dos últimos 16 anos
Junho 9, 2008
Isso foi publicado no Diário Oficial no dia 25 de novembro de2005. Dois anos depois o orçamento chegou a R$ 4.000.000.000,00 – não se perca com tanto zero – são bilhões de reais!
As últimas cidades do continente americando que receberam uma edição dos jogos Pan-Americanos (Santo Domingo, Winnipeg, Mar Del Plata e Havana) gastaram cada uma cerca de R$ 280 milhões.
Isto é, o Brasil gastou 14 vezes a mais para colocar este Pan-Americano no Rio de Janeiro. Será que esse gasto era mesmo necessário ou aqui virou mesmo a casa da mãe Joana onde pode-se fazer o que quiser e ninguém está se importando com as conseqüências?
O mais deprimente que 90% destes 4 bilhões de reais saiu do imposto que você se mata para pagar todos os dias.
Rio 2007 – O Pan do Brasil
Kombinationfahrzeug faz 50 anos no Brasil
Setembro 2, 2007

Por onde você anda, lá está, circulando, com suas formas arredondadas. Um carro que sempre acompanhou a infância da maior parte das pessoas nos últimos 50 anos. Quem nunca entrou neste carro não deve ter nascido aqui no planeta.
A Kombi, ou a “Kombinationfahrzeug”, em alemão, faz 50 anos de história no País. Construída desde 1957 na fábrica da Anchieta, em São Bernardo, no Grande ABC Paulista, esta van agrada a gregos e troianos.
O carro foi lançado na Alemanha em 1950 e três anos depois o grupo Brasmotor (proprietária da marca Brastemp) começa a importar e fabricar o carro no Brasil e em 1957 após a construção da mega fabrica da Volks em São Bernardo, começou a produção em massa nas terras paulistas.
O carro se destaca por ser a precursora no conceito de mini-van e utilitário de carga. A grande vertente da Kombi é o seu motor VW à ar, inventado pelo professor Ferdinand Porsche o motor tem mais resistência do que a própria estrutura do veículo.
É comum você olhar nas ruas da cidade um carro com a carroceria ruim e com o motor em pleno funcionamento.
A Kombi foi desenvolvida com 4 tipos de motores (1200cc, 1500cc, 1600cc, 1,4L) e em vários estilos. O utilitário foi pick-up com cabine dupla, furgão e até mesmo teve uma versão Safári (com trailer), desenvolvida pela subsidiária da VW, Karmann-Ghia.
A famosa perua atravessou o período militar e várias crises econômicas e ainda continua líder de vendas no Brasil. A van é popular entre empresas transportadoras. Isto se deve ao bom custo benefício na hora da compra e o baixo custo na manutenção do veículo. Além disso, não há concorrentes para a Kombi.
A van da VW custa cerca de R$ 40 mil, já as outras peruas, que tem um design mais moderno, como a Master, da Renault, Sprint, da Mercedes-Benz e Ducato, da FIAT, chegam a custar o dobro e o custo benefício não favorece o bolso do proprietário.
E é por isso que ainda nos dias de hoje a perua da Volkswagen é a preferida entre os brasileiros.
